Estudantes universitários sabem ler gráficos corretamente?

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Em grande parte das interações que estabelecemos com o nosso ambiente, nos deparamos com estímulos complexos, ou seja, estímulos que apresentam vários elementos. Por exemplo, quando estamos estudando para uma prova, o desenho de uma célula, uma equação matemática, um parágrafo de um texto, podem ser considerados estímulos complexos, uma vez que cada um destes estímulos é formado por vários elementos (ribossomos, centríolos, núcleo, etc, no caso da célula; números, incógnita e sinais matemáticos, no caso da equação; palavras e as letras de cada palavra, no caso do páragrafo).

A capacidade de responder a um estímulo complexo, ficando sob controle de cada um dos elementos que o compõem, é chamada de “controle de estímulos conjunto”, ou como é conhecido em inglês, joint stimulus control. Dada a importância deste tipo de habilidade em nossas vidas, Lanny Fields e Jack Spear, da City University of New York, realizaram um estudo publicado no The Psychological Record em 2012, que teve por objetivo desenvolver um método para avaliar o grau de controle conjunto de cada um dos elementos de um estímulo complexo. O interessante deste estudo é que os autores escolheram, como estímulo complexo, algo com que todo estudante de psicologia (ou outras áreas) se depara ao longo do curso (e ao longo de sua vida profissional, se continuar a se atualizar): gráficos!!!

Como sabemos, um gráfico em uma pesquisa experimental, em geral, apresenta o efeito/a relação de uma ou mais variáveis independentes (as variáveis que são manipuladas) sobre uma variável dependente (a variável que é medida). Uma possível relação representada por um gráfico poderia ser o efeito do número de horas gastos estudando para uma prova (variável independente) sobre a quantidade de questões respondidas corretamente na prova (variável dependente). Além de representar uma relação, um gráfico apresenta, ainda, outros vários elementos: o nome das variáveis, linhas, barras, números, eixos, entre outros, podendo ser considerado, portanto, um estímulo complexo. E como era de se esperar, em se tratando de gráficos, foram escolhidos para participar da pesquisa, 20 estudantes universitários.

Qual seria o seu palpite com relação à habilidade de tais estudantes em “ler gráficos”, ou em outros termos, em que medida você acredita que os participantes exibiriam controle de estímulos conjunto diante de todos os elementos de um gráfico? Bem, como você verá mais adiante, os resultados indicaram diferentes padrões de desempenho, tendo alguns participantes demonstrado altos níveis de controle conjunto e outros, níveis mais baixos de controle conjunto.

Mas como o teste foi feito?

Os autores consideraram que uma boa forma de avaliar o controle conjunto por todos os elementos de um gráfico seria por meio de uma tarefa de emparelhamento de acordo com o modelo (Matching-to-Sample). Isso quer dizer que, tendo um dado gráfico como modelo e várias descrições do gráfico como estímulos de comparação, os participantes deveriam escolher qual das descrições era a mais compatível com o gráfico modelo.

Os participantes realizaram a tarefa no computador e foram expostos a quatro diferentes tipos de gráficos (16 tentativas, ao todo), que apresentavam diferentes relações entre variáveis (por exemplo: ausência de relação, relação aditiva, relação divergente, etc). A cada tentativa, eram apresentadas três descrições sobre o gráfico: uma totalmente correta (que descrevia corretamente o tipo de relação entre as variáveis e mais algum outro elemento do gráfico), uma parcialmente correta (que descrevia corretamente o tipo de relação entre as variáveis, mas não descrevia corretamente algum outro elemento do gráfico) e uma descrição predominantemente incorreta (que descrevia erroneamente a relação entre as variáveis, mas descrevia corretamente algum outro elemento do gráfico). A seleção de cada uma dessas alternativas poderia indicar, portanto, diferentes graus de controle conjunto.

Os resultados do teste mostraram que oito participantes apresentaram um alto nível de controle de estímulos conjunto (maior número de seleção das tentativas totalmente corretas), quatro demonstraram um nível intermediário de controle conjunto e os oito restantes apresentaram baixo nível de controle de estímulos conjunto (controle apenas por um elemento do gráfico, mas não pela relação entre variáveis).

O procedimento utilizado foi bem sucedido em avaliar diferentes graus de controle de estímulos conjunto e pode ter implicações práticas bastante importantes. Por exemplo, os resultados no teste poderiam servir como um possível diagnóstico que daria subsídio para se desenvolver intervenções mais efetivas: o treino para o ensino de determinadas habilidades acadêmicas (como “ler um gráfico”) poderia visar apenas os tipos de controle discriminativo que estavam ausentes na fase de teste, propiciando um aprendizado mais rápido e mais individualizado. Além disso, este tipo de teste poderia ser utilizado em uma grande variedade de assuntos, como arte, história, ciências, etc.

E depois de conhecer este artigo, a pergunta que não quer calar é: e o seu controle de estímulos conjunto com relação a gráficos, como vai?

Quer saber mais? Leia:

Fields, L., & Spear, J. (2012). Measuring joint stimulus control by complex graph/description correspondences. The Psycological Record, 62, 279-294.

Escrito por Mariéle Diniz Cortez. Pós-doutoranda do Laboratório de Estudos do Comportamento Humano da Universidade Federal de São Carlos. Bolsista FAPESP.

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O uso do cartão de crédito por universitários: levar agora ou poupar e levar depois?

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Um cartão de crédito pode ser usado como uma importante ferramenta financeira ou uma estrada para a ruína”. Essa frase é de Asle Fagerstrøm e Donald A. Hantula de um artigo de 2013 do The Psychological Record. Eles afirmam, ainda, que crédito de compra é parte importante de nossa vida econômica privada, mas que deve ser utilizado com cautela. Para entender como a possibilidade de crediário com uso de cartão controla o comportamento humano, estes autores elaboraram um experimento com o objetivo de expandir nosso conhecimento sobre o uso do cartão de crédito pela população universitária. Vamos conhecer o experimento?

Inicialmente, os autores mostram, com base em estudos anteriores, que o endividamento nas compras com cartão parece ser uma questão relacionada à motivação pois, em geral, há maior gratificação por comprar um produto de maneira imediata, ao invés de poupar para obtê-lo depois. Normalmente, as pessoas compram no cartão de crédito mesmo sabendo que pagarão altas taxas de juros e parecem comprar mais rapidamente ainda se for necessário reservar dinheiro por longos períodos. Em muitas situações, ao poupar dinheiro e pagar pelo produto posteriormente, grande parte do endividamento do consumidor em compras no crediário de cartões seria evitado. Então, a partir destes questionamentos fica fácil imaginarmos a relevância social do experimento para investigar o uso do cartão de credito!

Participaram do estudo 22 estudantes universitários de uma escola de ensino superior da Noruega, sendo 19 homens e três mulheres.  A maior proporção de homens em relação a mulheres, segundo os autores, seria reflexo da realidade daquela universidade.

Cada participante sentava em frente a um computador que continha um programa instalado chamado “simulador de compras microworld”. Neste programa, era oferecida a possibilidade virtual de comprar um celular bastante popular e avançado que, no período do estudo, era bastante caro!

Na tela do computador eram apresentadas duas opções das quais o participante deveria selecionar apenas uma ao longo de seis sessões. As opções eram:economizar o dinheiro por X semana(s) e não utilizar o crédito(as semanas aumentavam, progressivamente a cada sessão;uma semana, três semanas, cinco semanas, sete semanas, 14 semanas, e 21 semanas) ou comprar naquele momento e parcelar no crédito (era exibido aos participantes o número de parcelas, seus valores e o valor total a ser pago ao final do parcelamento, com adição de juros, que aumentavam conforme o número de parcelas). Além disso, os participantes responderam uma entrevista realizada ao fim do experimento sobre suas escolhas ao longo das sessões entre poupar ou comprar no crédito.

Os resultados indicaram que 18 dos 21 participantes (um participante foi excluído ao relatar que escolheu a opção errada por falta de atenção em duas sessões), estavam dispostos a comprar no crédito o celular. Além disso, foi observado que a escolha pela opção de obter crediário no cartão aumentou conforme aumentavam as semanas necessárias para poupar o dinheiro, principalmente quando o tempo de economia levaria de 14 e 21 semanas.

Os resultados mostraram também que mesmo com apenas uma semana de prazo para economia de dinheiro, alguns participantes ainda sim estavam dispostos a comprar no crédito. Durante a entrevista, um participante disse que seria “estúpido” economizar por mais de 7 semanas para se comprar o celular, já que este tipo de produto sai de linha muito rápido, sendo substituído por outra geração; outro, disse que quanto maior o tempo de economia, mais ele preferia pegar no crediário. Esses dados mostram que não se trata de ignorância ou conhecimento sobre as taxas e juros do crediário do cartão, mas sim de uma motivação em obter o produto o mais rápido possível.

Os autores concluem que identificar traços da personalidade ou programas didáticos para o uso do crediário de cartões (conhecimentos sobre o funcionamento e taxas), não tem sido eficiente, e que os dados fornecidos pelo experimento podem ter implicações práticas, como por exemplo, o desenvolvimento de um treino que ensinasse regras gerais do uso apropriado do cartão junto com comportamentos que restrinjam o uso do crédito quando existe alta motivação (operações estabelecedoras) para comprar algo imediato.

E depois dessa, você vai poupar ou levar agora?

Quer saber mais? Leia:

Fagerstrøm, A.; Hantula, A. D. (2013) Buy it now and pay for it later: an experimental study of student credit card use.The Psychological Record, 63, 323-332.

Escrito por Marlon Alexandre de Oliveira. Aluno de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de São Carlos. Bolsista FAPESP.

Mudando de lugar: como modificações ambientais podem promover a venda de produtos saudáveis.

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Que as estratégias de marketing influenciam nosso comportamento de compra, todos já sabemos! Não é raro entrarmos em um supermercado com uma lista e sairmos com produtos que nem imaginávamos comprar. Um local preferido para estas “compras por impulso” é o caixa. Enquanto esperamos a fila andar, aproveitamos para dar uma última olhada!

Agora, se estas estratégias funcionam mesmo, porque não são utilizadas para a venda de alimentos considerados saudáveis? Afinal de contas, com o problema da obesidade aumentando a cada ano, seria de grande contribuição. Será que isto daria certo? Imagine se ao invés daquelas guloseimas que está acostumado a encontrar no caixa, você se depare com embalagens de peixe seco (Haddock) e de mix de frutas secas. Será que você ficaria “tentado” a comprar?

Uma pesquisa de Valdimar Sigurdsson (Reykjavik University), Nils Magne Larsen e Didrik Gunnarsson (Hasrtad University College) publicada no JABA mostra que sim! Somente com algumas modificações ambientais na loja, houve aumento significativo nas vendas destes produtos e queda na de alguns produtos não saudáveis.

Para chegarem a esta conclusão, os pesquisadores utilizaram uma metodologia de linha de base múltipla na qual cada alimento tinha suas vendas calculadas separadamente durante 4 dias de intervenção. Este trabalho foi feito em duas lojas, sendo uma de conveniência (A) e a outra de desconto (B). Na loja A as variáveis dependentes eram unidades de vendas do peixe seco, do mix de frutas secas e de produtos não saudáveis realocados e, na loja B, somente a venda do peixe seco. Mas por que peixe seco e mix de frutas secas? Normalmente estes produtos possuem um número baixo de vendas em loja de varejo, por isto foram selecionados.

Outro objetivo foi verificar se a retirada de pastilhas e gomas de mascar (alimentos ricos em açúcares e carboidratos) da prateleira do caixa afetaria também suas vendas. É claro que variáveis como preço e disponibilidade permaneceram constantes durante a intervenção.

Além de colocarem as embalagens nas prateleiras do caixa, também resolveram verificar se a adição da propaganda a esta mudança ajudaria o consumidor a selecionar o produto alvo. Para tanto, utilizaram uma mensagem em folha de papel que era colocada no caixa de forma a tornar o produto mais atrativo. A propaganda do peixe seco, por exemplo, dizia o seguinte: “Peixe seco é bom para sua saúde, fortalece seus músculos e ajuda a manter sua forma”.

Os resultados mostraram que na linha de base, ou seja, antes da intervenção, o número de vendas destes produtos em ambas as lojas era bem baixo, enquanto que a venda dos produtos não saudáveis era alta. Após a intervenção, somente com a realocação dos produtos no caixa, foi observado um aumento nas vendas do peixe e das frutas secas e uma diminuição para as pastilhas e gomas de mascar. No entanto, estas mudanças não se mantiveram no follow-up, quando os produtos voltavam para seus lugares originais. Outro ponto é que a adição da propaganda não levou a um aumento significativo nas vendas daquele obtido somente com a realocação.

Os pesquisadores concluem que peixe seco e mix de frutas secas são produtos que tem um potencial inexplorado e que, através do marketing dentro da loja, poderiam se tornar alternativa preferida mais frequente para lanches não saudáveis, como batatas fritas e doces.

Talvez você possa estar pensando: “eu não compraria estes produtos mesmo assim”…. Será???

 

Quer saber mais? Leia:

Sigurdsson, V., Larsen, N. M. & Gunnarsson, D. (2014). Healthy food products at the point of purchase: an in-store experimental analysis. Journal of Applied Behavior Analysis, 47(1), 151-154.

 

 

Escrito por Silvana Lopes dos Santos

                                   Aluna de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de São Carlos

O sentido de “fazer sentido”: Tentar compreender o sentido de ações e acontecimentos é reforçador?

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Questionar o sentido das coisas parece ser uma atividade onipresente nas nossas vidas. De fato, isso é algo que fazemos nos mais diversos âmbitos, desde perguntas abstratas de cunho filosófico, como qual é o sentido da existência, até preocupações cotidianas, como qual é o sentido de ter que fazer X horas de observação no estágio da graduação, passando por assuntos políticos como qual é o sentido de financiar a copa da FIFA com dinheiro público. Dá a impressão de que o ser humano incessantemente procura que tudo faça sentido.

AlishaWray,MichaelDougher,Dereck Hamilton e PaulGuinter, em um estudo publicado em 2012, investigaram o valor reforçador de “fazer sentido”. Seus resultados mostram uma clara preferência dos participantes por se engajar em atividades que fazem sentido. Porém, depois de uma análise mais detalhada, resulta claro que esta preferência vem motivada pela esquiva de atividades insolúveis (que não fazem sentido), que seriam aversivas e, portanto, comportamentos que levem a sua evitaçãoseriam objeto de reforço negativo.

Saber qual é o sentido de uma determinada situação ou prática, como a pontualidade ou o beijo em uma situação social, por exemplo, nos permite operar de forma mais efetiva sobre o ambiente, ou seja, aumentando a probabilidade de ter acesso a reforçadores. A definição usual de reforçador é aquela consequência de um comportamento que aumenta a probabilidade de que este seja emitido novamente.

Contudo, a literatura científica aponta que, em algumas ocasiões, essa tendência a procurar o sentido de situações e eventos pode resultar contraproducente. Imaginem, por exemplo, um rapaz que é abandonado pela namorada. Se a explicação que o rapaz encontra para tal acontecimento é que ele é feio, ou qualquer outra que implique um viés negativo sobre si mesmo, esta explicação pode atrapalhar sua vida amorosa no futuro. Assim sendo, porqual motivo mantemos a tendência a procurar o sentido das situações mesmo quando isso não é proveitoso?

Os autores do estudo apontam a hipótese de que o comportamento de “fazer sentido”acaba adquirindo funções automaticamente reforçadoras, por ter sido amplamente reforçado durante as nossas vidas. O reforço automático pode ser entendido, segundo Vaughan e Michael (1982, p.219), como “o resultado natural de um comportamento que opera diretamente sobre o corpo do organismo que se comporta ou o mundo circundante”.

Wray e colegas procuraram verificar empiricamente até que ponto a hipótese acima mencionada se sustenta. Seu estudo consta de três experimentos. No primeiro deles, os participantes (17 estudantes universitários)realizaram tarefas de emparelhamento ao modelo, também conhecido como MTS (MatchingtoSample), em duas condições experimentais. O delineamento experimental foi intra-sujeito, de forma que todos os participantes passavam pelas duas condições. Na primeira dessas condições, os sujeitos experimentais aprendiam a formar classes arbitrárias de estímulos e recebiam reforço de forma contingente aos acertos. Na segunda condição, o reforço não era dado de forma contingente ao desempenho dos participantes; ele era dado na mesma sequência em que foi dado durante a primeira condição experimental. Dessa forma, a atividade na primeira condição “fazia sentido”, enquanto a atividade na segunda “não fazia sentido” para os participantes.  Posteriormente, eles deveriam manifestar sua preferência por realizar mais um treino na primeira condição experimental ou na segunda.

O segundo experimentofoi uma replicação do primeiro com algumas variações: Os estímulos usados nas tarefas de MTS foram socialmente relevantes (faces e nomes de pessoas), para favorecer o interesse dos participantes na tarefa. Além disso, o autorrelato final do experimento anterior foi substituído por um procedimento de escolha, de forma que os participantes tivessem que mostrar sua preferência engajando-se em alguma atividade, em lugar de só expressá-la verbalmente. Por último, foram acrescentadas tarefas neutras ao procedimento, para testar se a preferência pelas atividades com sentido, detectada no procedimento anterior, era genuína, ou se, na verdade, era reflexo da esquiva das atividades que não faziam sentido. As tarefas neutras consistiam apenas em parear um estímulo modelo com um estímulo comparação idêntico ao modelo.

O terceiro experimento replicou o segundo, com apenas ligeiras mudanças de procedimento: foi mudado o tipo de procedimento de escolha e o número de tentativas nele foi aumentado, para dar mais força aos resultados.

A ideia de inserir atividades “neutras”, que não são aversivas, mas que também não implicam uma procura de qual seja seu sentido, pois são extremamente simples, responde ao seguinte raciocínio: Se os participantes preferem as atividades “com sentido” a ambas as atividades “neutras” e as “sem sentido”, significaria que o “fazer sentido” é, de fato, intrinsecamente reforçador. Se, pelo contrário, são preferidas ambas as atividades “com sentido” e as “neutras” frente às atividades “sem sentido”, isso seria melhor interpretado como um comportamento de esquiva, dado que realizar tarefas sem sentido seria aversivo.

Resumindo, então, os resultados dos três experimentos tomados em conjunto mostram que existe uma preferência por realizar atividades com sentido, mas que essa preferência não é significativamente superior a realizar atividades consideradas neutras. Isso parece indicar que a preferência por realizar atividades que fazem sentido é mantida por reforço negativo, já que numa situação de escolha, tal preferência permite escapar de uma situação aversiva que seria realizar tarefas sem sentido.

E aí, galera, fez sentido?

 

Quer saber mais? Leia:

Wray, A. M., Dougher, M. J., Hamilton, D. A., Guinter, P. M. (2012). Examining the reinforcing properties of making sense: a preliminary investigation.The Psychological Record.

 

Outras referências:

Vaughan, M. E., & Michael, J. L. (1982). Automatic Reinforcement: an important but ignored concept. Behaviorism, 10, 217-227

 

Escrito por Jaume Ferran AranCebria,Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de São Carlos, Bolsista INCT ECCE.